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Política

03/12/2018 às 16h09

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Redacao

Iturama / MG

Prefeitos mineiros falam em renúncia coletiva
A proposta se baseia na constante retenção de repasses pertencentes aos municípios
Prefeitos mineiros falam em renúncia coletiva

Tem ganhado força entre prefeitos do Triângulo Mineiro e outras regiões possível renúncia coletiva, em protesto não só contra o Estado, mas também contra o Tribunal de Justiça. A informação é do jornalista Wellington Cardoso, na coluna Falando Sério do Jornal da Manhã desta segunda-feira.


A proposta se baseia na constante retenção de repasses pertencentes aos municípios. Contudo, ações contra a administração Fernando Pimentel não prosperam na Corte. Outra opção é a realização de manifestações, incluindo a possibilidade de bloqueio de estradas.


Prefeitos ficaram ainda mais indignados com a viagem particular de Pimentel ao exterior, no fim de semana, com o presidente do TJ assumindo o Governo do Estado. Muitos líderes municipais acreditam que se trata de “jogo combinado” para prejudicar as prefeituras.


Em grupo de prefeitos em rede social, um deles sugeriu que façam protesto em frente ao Tribunal de Justiça e há quem acredite que renunciar e deixar o Judiciário assumir as cidades é opção a ser considerada.


Bomba fiscal. Minas Gerais é um dos quatro estados cujos governadores eleitos encontrarão verdadeiras “bombas fiscais” a partir de 1º de janeiro. Aqui, a Assembleia Legislativa aprovou há 13 dias um aumento de salário para os servidores públicos que terá impacto anual de R$ 122,5 milhões. O reajuste foi sancionado pelo desembargador Nelson Missias de Morais, governador em exercício durante a famigerada viagem de Pimentel ao exterior. O vice, Antônio Andrade (MDB), e o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes (MDB), substitutos diretos de Pimentel, também estão em viagem. Vale lembrar que ainda em novembro já havia sido aprovada a transferência de dívida milionária, na casa dos R$ 100,7 milhões, de fundações associadas à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) para o governo.


Enquanto isso, os servidores mineiros continuam recebendo os salários com atraso e ainda não sabem quando nem como receberão o 13º salário. Dados do Tesouro Nacional apontam que Minas lidera lista de 14 estados que estouraram o limite de comprometimento de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – 79,18% são comprometidos com salários e aposentadorias de servidores.

FONTE: Estado de S. Paulo

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